O primeiro grande injustiçado foi Jesus

Por Rafael Faria Em tempos de um Direito Penal pacificador de conflitos (solução de tudo), trago aos leitores a defesa penal do Rei dos Judeus sob a luz do direito brasileiro contemporâneo. O primeiro equívoco começa pela infundada e inepta denúncia, uma vez que o acusaram de incitar o povo judeu a sonegar impostos. NoContinuar lendo “O primeiro grande injustiçado foi Jesus”

História, características e mentalidade do autor de crimes passionais

Quando falamos em crimes passionais, é necessário traçar uma importante distinção no que tange aos sentimentos de paixão e de amor. A palavra paixão, derivada de paschein, origem grega, significa sensação que acomete o indivíduo involuntariamente ou, até mesmo contra si próprio. O termo supramencionado (paschein) inaugura o “pathos” que se traduz em ‘patologia’, mormente conhecida por doença. OsContinuar lendo “História, características e mentalidade do autor de crimes passionais”

Homicídios: Qual seria a solução para amenizar o número alarmante desse crime no Brasil?

Não é (in)comum ouvirmos em nosso dia a dia que o pobre é um criminoso em potencial. Tal discurso é tão divorciado da realidade quanto a afirmação de que o cárcere não foi “feito” para o rico, isto é, não há aplicabilidade do direito penal às camadas mais nobres da sociedade. Se o primeiro raciocínioContinuar lendo “Homicídios: Qual seria a solução para amenizar o número alarmante desse crime no Brasil?”

Sem fundamentação, agravante não pode aumentar a pena em mais de 1/6

Por Sérgio Rodas Agravantes genéricas não podem ser usadas para aumentar a pena em mais de um sexto. Com esse entendimento, o ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça, reduziu de quase metade para um sexto a elevação da pena relacionada à agravante de um condenado por estelionato. Com isso, o magistrado reduziuContinuar lendo “Sem fundamentação, agravante não pode aumentar a pena em mais de 1/6”

Em entrevista ao Conjur Rafael Faria declarou ”Gravação ilegal é divórcio da Constituição”

Por Fernando Martines Captada sem o conhecimento do julgador, foi divulgado na última terça, um áudio entre o presidente afastado do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ), Aloysio Neves, e o empresário e delator Marcos Andrade Barbosa Silva, da área de transportes. Procurado, o advogado de Aloysio Neves, Rafael Faria, afirmou que o conselheiro negaContinuar lendo “Em entrevista ao Conjur Rafael Faria declarou ”Gravação ilegal é divórcio da Constituição””

Delação premiada: exige a interdisciplinaridade do Direito?

O início da filosofia da Colaboração (ou Delação) Premiada remonta a Idade Média No Brasil, em que pese a já existência de alguns benefícios previstos em leis esparsas aos colaboradores, a Delação Premiada foi instituída de forma contumaz a partir da Lei 12.850/2013. Contudo, a lacunosa lei foi incapaz de traduzir não só a instrumentalizaçãoContinuar lendo “Delação premiada: exige a interdisciplinaridade do Direito?”

Crise moral: justifica fim da presunção de inocência?

É triste, senão lamentável, que, em pleno Século XXI, um acordo de delação premiada tenha a a pachorra de (des)qualificar, não só o Presidente da República, como dezenas de pessoas citadas, sem o material mínimo de corroboração. A intranquilidade trazida no bojo da delação da empresa JBS passa não só pela duvidosa constitucionalidade da açãoContinuar lendo “Crise moral: justifica fim da presunção de inocência?”

Interpretação moralista gera a crise principiológica

O saudoso professor Helio Tornaghi advertia que “o que se procura com a interpretação é o conteúdo da lei, é a inteligência a vontade da lei, não a intenção do legislador. Este é pessoa imaginária, cuja vontade dificilmente se chega a saber que coisa é, até porque o legislador é, na maioria dos casos, órgãoContinuar lendo “Interpretação moralista gera a crise principiológica”

Para discutir delação antes é preciso “pensar no fortalecimento da advocacia”, diz Rafael Faria

Por Sérgio Rodas O advogado, Rafael Faria, diz que o modus operandi da “lava jato” já está se espalhando Brasil afora. E ele teme esse movimento. Especialmente as prisões preventivas alongadas, que desestabilizam a vida do cliente e a relação com o seu defensor. Antes de se discutir a delação premiada — que é um institutoContinuar lendo “Para discutir delação antes é preciso “pensar no fortalecimento da advocacia”, diz Rafael Faria”

Não estamos tão distantes do tempo de Jesus

O primeiro equívoco começa pela infundada denúncia, uma vez que O acusaram de incitar o povo judeu a sonegar impostos. No entanto, da leitura de Mateus 22. 15-22, vê-se que o réu em momento algum o fez: “Então, deem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. PoisContinuar lendo “Não estamos tão distantes do tempo de Jesus”