Rafael Faria: Combate aos crimes econômicos dá novo fôlego ao direito criminal

Por Geraldo Ribeiro

As constantes transformações da sociedade e as adequações da lei a estas mudanças fazem com que as carreiras do direito, das mais antigas e tradicionais do país, continuem atuais e atraindo um grande número de interessados aos seus cursos. Uma das áreas que têm se reinventado nos últimos tempos é a criminal. Este tipo de profissional, que até pouco tempo não era visto com bons olhos, ganhou visibilidade e uma valorização em tempos em que a principal preocupação da sociedade está voltada para o combate aos crimes de ordem política e econômica, que disputam espaços nas capas dos jornais.

— A advocacia criminal passou por mudanças nos últimos tempos e cresce cada vez mais em importância, até porque lida com o bem maior das pessoas, que é a sua liberdade — defende o criminalista Rafael Faria.

A insegurança econômica, os crimes do colarinho branco e os mensalões e o lava-jato, tão explorados pela impresa e que tanto interesse desperta na sociedade, são ingredientes que jogaram uma nova luz sobre a atividade do criminalista, segundo o advogado. Também despontam como um espaço, considerado mais nobre, para a atuação destes profissionais.

Essas mudanças exigem também mais preparo dos novos advogados. Não basta apenas os cinco anos de graduação e o exame da ordem para se considerar apto. O mercado exige cada vez mais um profissional que esteja atento aos acontecimentos do dia a dia, que saiba falar pelo menos mais um idioma, de preferência o inglês e tenha especialização, além de muita prática.

— É um mercado que ainda tem muito a crescer por conta das novas regras do mercado financeiro e da própria violência — prevê Rafael Faria.

O principal conselho para quem está começando na profissão é buscar experiência num escrtitório tradicional, antes de partir para voo próprio, o que pode levar de dois a cinco anos. Os salários na área são atraentes até para quem está em início de carreira. Um advogado júnio, por exemplo começa ganhando cerca de R$ 3 mil, podendo atingir no médio prazo R$ 10 mil.

Publicado originalmente no Extra.

Publicado por Rafael Faria

Rafael Faria é advogado especializado em Direito Penal e Penal Econômico, pós-graduado pela Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj) e membro do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim).

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